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terça-feira, 10 de junho de 2014

Cinza

Não pergunte o que não pode entender
Nem tire suas próprias conclusões
É mais fácil quando não vemos
As nuances que escondem a verdade
Trazem a tona o que há de pior
O que é mesmo pior?
Temos ausência
E a forma distorcida de ver o mundo
Tudo tão cinza, escuro
Como se nada fizesse sentido
Negar não alivia
Não acalma
Só mostra a fraqueza
E o vazio que é viver.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Queria fugir do mundo
Tocar estrelas
Existir num feixe de luz
Ou em um rabo de cometa.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Dia Cinza

Será que vai fazer sol amanhã?
Andando dentro dos dias cinzas
não enxergo bem o caminho que devo seguir
O ontem me parece tão mais claro
ou vivo
Em frente, só o temor de que eu perca o controle
e a ausência de esperança
Devo seguir caminhando?
Ou apenas sentar e esperar
que as velas se apaguem
ou que o tempo mude.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A juventude

Entendo a inquietação da juventude
mesmo sem razão para ser.
É como a corredeira descendo o rio sem querer,
apenas indo ao mar.
São todos sons da agonia,
da ausência do "quem" somos,
das noites poluídas
e das manhãs tristes.
O álcool, tranquiliza,
a névoa branca os mantém acordados
Nela, são traçados objetivos
que se desfazem no final da corrida.
Antes tarde do que nunca,
voltamos ao ponto de partida,
sentindo e sendo quem nunca fomos.
Seguimos, apenas vivendo.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Visão do Porto

Ela me ignora
Com sua frieza de gente grande
Me dá as costas quando chamo
Mas é tão sozinha
Tanto quanto muitos outros
É fria no inverno
Quente no verão
Suas curvas
Suas retas
Desenham no meu peito
Seu mapa confuso
Onde artérias se cruzam
E onde moram os esquecidos
Quando alegre
Molha os pés no estuário
Em dias cinza
Faz questão de mostrar o mau-humor
Mas já não me importam seus rompantes
Dela faço parte
Indivisível que somos
Dela nasci
E nela apagarei a última vela

terça-feira, 10 de maio de 2011

Poesia

Num piscar de olhos
Minha mente deita ao teu lado
Te olha dormir
Sorrir
A lágrima corre
Quer te buscar
Vem me buscar?
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Poesia

Quando se quer algo que já se tem
Logo aprendemos o valor
São tantas coisas acontecendo
Que não sentimos o tempo passar
E se a vida nos propõe a morte
Porque não, simplesmente, vivemos?
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terça-feira, 15 de março de 2011

Tanto

Distante, observo quem era
Um sorriso tímido apenas
Tirando alguns traços das noites mal dormidas
Sem dúvidas, ainda uma criança
São tantos sonhos
É tanto tempo
São tantas dúvidas
Para onde você foi?
Quando foi que se perdeu de mim?
Você chora
Me culpando por tudo que aconteceu
Não tenho culpa
Fiz o que a vida nos cobrou
Não há como consertar o passado
Só fechar os olhos
E seguir em frente
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