Hoje, ao ver meu Facebook, reparei que várias amigas minhas compartilharam um texto de uma jornalista, que bradava acerca das expectativas masculinas com relação às mulheres versus o que elas podem oferecer atualmente.
Bem, meninas, uma coisa serei obrigado a dizer, mesmo incorrendo em um grande risco de ser excomungado eternamente: vocês, muitas vezes, são incompreensíveis!
Senão, vejamos: não querem ser dependentes, porém, muitas de vocês não rachariam a conta do restaurante, ou do motel. Achariam, inclusive uma afronta, caso o parceiro, ao fim do jantar, ou da noite de sexo, ao pegar a conta, dissesse: "Bem, vejamos... Sua parte deu 70 reais".. Muitas de vocês, além de se sentirem ofendidas, nunca mais sairiam com esse sujeito.
Não querem dar satisfação sobre mais nada, sob o pretexto de manter a liberdade e não ser controlada pelo parceiro. Ora, bolas! Acho que dentro de uma relação, ambos devem sim algum tipo de satisfação ao seu parceiro. E vejam bem, não falo em pedir autorização - ou bênção -, longe disso. Dizer onde vai, ou que horas volta, não a tornará uma mulher subjugada pelo marido. Vocês confundem a sensação de liberdade com um certo desdém com compromisso.
Tenho a impressão de que as mulheres de hoje estão buscando a forra pelos séculos de machismo a que foram submetidas, utilizando-se dos mesmos métodos dos homens de antigamente. As mulheres de hoje não dizem para onde vão ou que horas voltam. Querem apenas que a cama esteja quente para quando decidirem voltar para casa.
E não confundam meu texto como se tratando de algo machista. Quem me conhece sabe que não sou destes. Quero muito que cada vez mais as diferenças entre homens e mulheres diminuam, até que deixem de existir. Entretanto, meninas, transformando isso em uma guerra, onde nós homens somos seus inimigos, tornará as diferenças cada vez mais evidentes, nos distanciando ainda mais.
Para concluir, apenas quero dizer que, antes de nos cobrar uma mudança de postura e comportamento (que acho ser realmente necessário, diga-se de passagem), vocês devem olhar para dentro de vocês mesmas para descobrir, de fato, o que realmente vocês querem da vida, pois diferentemente do que vocês imaginam, nós, homens, não sabemos ler mentes ou adivinhar o que vocês pensam, e pedimos desculpas por isso.
sábado, 21 de junho de 2014
O que vocês esperam de nós?
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Trocando em Miúdos
Estava ouvindo a música "Trocando em Miúdos" (Chico e Hime), e me dei conta, como nunca antes, de o quanto essa música é triste. Prestem atenção na letra: "Trocando em miúdos, pode guardar as sobras de tudo que chamam lar/A sombra de tudo que fomos nós/As marcas do amor nos nossos lençóis/As nossas melhores lembranças".
Olhem para esse trecho e tentem não deprimir-se com ele. O fim de um relacionamento é algo tão duro, tão ruim, que deveria ser proibido por lei. Claro, estou fazendo uma simplificação estúpida, afinal de contas, o fim de relacionamentos envolve inúmeros fatores explícitos e intrínsecos, que juntos culminam no rompimento. Mas convenhamos, o fim de uma relação é uma das coisas mais desagradáveis de que se tem notícia (no campo das emoções, por óbvio). Sempre deixa uma ferida aberta e, posteriormente, uma cicatriz, por vezes, feia e impossível de apagar.
Para algumas pessoas até parece fácil. Elas estão sempre começando e terminando relações, como se estivesses apenas trocando de roupa. Mas tenho sérias restrições quanto a isso. Penso que quando há um envolvimento emocional forte e duradouro, é quase impossível ser alheio ao sofrimento causado pela interrupção de um relacionamento.
Quando terminamos uma relação, é como se nos separássemos de parte de nós mesmos. São nossos projetos, planos em conjunto, todos rasgados, jogados em uma lata do lixo, já que estes não servem mais para coisa alguma.
Trata-se de um processo longo e penoso, onde precisamos reaprender a andar com nossas pernas, sem ajuda de ninguém. As relações são como bengalas, nos escorando quando temos alguma dificuldade. Experimente arrancar a bengala de alguém que precisa dela para se locomover – ou que pensa que precisa dela para se locomover – para ver o que acontece? Um grande tombo. Possivelmente hematomas e escoriações.
Invariavelmente, no fim, o que sobram são lembranças distorcidas, algumas fotos perdidas em um álbum no fundo da estante, e um enorme vazio, antes ocupado por sua cara-metade. Cenários deprimentes que compuseram sua história, mas que foram desmanchados feito um castelo de cartas, restando apenas bagunça e frustração.
"Aquela esperança de tudo se ajeitar, pode esquecer/Aquela aliança você pode empenhar, ou derreter..."
Me pergunto como o ser humano adquiriu o estranho poder de estragar tudo o que já foi belo um dia? As relação em seu início, salvo raras exceções, sempre tem um caráter de inocência e descoberta, que a tornam vivaz e apaixonante. Em que momento será que as coisas mudam de figura? Qual será o ponto exato em que a inocência acaba e a rotina nos engole sem qualquer pudor? Em que momento termina o amor? Quando termina o encanto?
Trocando em miúdos é a melhor síntese sobre o fim de um relacionamento de que se tem conhecimento. Nada exprime tão bem a dor e o vazio que só o fim de uma relação é capaz de produzir. É a descrição mais perfeita de um dos momentos mais tristes na vida de uma pessoa. A morte em vida daquela que, naquele momento, é a sua metade.
Por isso, como já dizia Chico: "Eu bato o portão sem fazer alarde/Eu levo a carteira de identidade/Uma saideira, muita saudade/E a leve impressão de que já vou tarde..."
terça-feira, 29 de março de 2011
Falo tudo isso com conhecimento de causa. Durante muitos anos achei que uma relação poderia se manter por si só, como se fosse autossuficiente, gerando sozinha a energia necessária para não sucumbir ao tempo e outras coisas que minam qualquer relação humana. Ledo engano de minha parte.
A relação deve ser renovada quase que diariamente, sendo necessário o empenho de ambas as partes, pois, quando apenas um dos dois "abraça a causa", mais cedo ou mais tarde esse acabará sentindo-se usado, já que parte apenas dele todo o esforço de melhoria contínua da relação.
O casal deve estar focado nessa tarefa igualitariamente, unindo seus esforços para que a relação se mantenha sempre em um nível onde haja felicidade. Quando não damos a devida importância a isso, é quase certo que o marasmo chegue, e com isso as portas para o desrespeito e o interesse por outras pessoas.
A traição, na maioria dos casos, é apenas a concretização do desinteresse constante a que estamos expostos em nossas relações amorosas. Quando não buscamos melhorar a relação de forma conjunta, cada uma das partes vai tentar melhorar as coisas para si só. o fim disso sabemos bem: o distanciamento entre as partes é tão grande, que quase as torna um casal de estranhos, o que sabemos, traz a separação como consequência.
