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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Casamento - Teoria dos Malucos

Casamento é igual ao filme Titanic: É tudo muito lindo no início,
cheio de romance, amor, carinho. Mas todos sabemos que vai acabar afundando!

Tirando a parte da piada, um casamento é uma estrutura formada basicamente por duas pessoas (em casos específicos, podem haver mais envolvidos), onde é preciso compatibilizar diversos fatores, incluindo questões excludentes, algumas vezes, da melhor maneira possível, ao mesmo tempo respeitando a individualidade de cada membro do casal (ou grupo), para que assim, essas pessoas possam viver e conviver em harmonia.

Qual é a chance disso dar certo? Lendo minha explicação, é possível apurar que as chances são iguais a de ganhar na mega-sena. Sem exageros, é uma loteria.

E os motivos que me fazem crer nisso são simples: As pessoas são
sempre diferentes. Mesmo irmãos gêmeos são diferentes. Não queira você achar que vai encontrar uma pessoa parecidinha contigo para conviver sem conflitos pelo resto de suas vidas. Pura piada amigo, pura piada!

As coisas começam lá atrás. Você e sua cara-metade, possivelmente, possuem valores familiares diferentes. Você, budista, ela umbandista, você MDB, ela ARENA, você XV de Jaú, ela XV de Piracicaba. Normalmente, questões como essas são trazidas de berço. São construídos ao longo da infância e adolescencia do individuo.

Outra coisa bastante importante são os gostos pessoais. Ela está louca para ir ao show do Michel Loló, há muito tempo, enquanto você não pode nem ouvir falar desse nome. O seu maior sonho é que ressucitem John Lennon, pois ele é seu guru e faz seu universo ter algum sentido.

Tem também amizades, expectativas ,comer com a boca aberta ou fechada, praia ou campo, frio ou calor, de dia ou de noite, e mais uma um sem-fim de variáveis totalmente incontroláveis, esperando para surgir, como uma ferida exposta na relação dos pombinhos.

Depois de tudo isso, não concordam que nasceu para afundar? É quase uma teimosia maluca desses que insistem em se casar com alguém. Não tem a menor possibilidade de isso funcionar, correto?

Em parte dos casos sim, está certo. Casais se separam aos borbotões diariamente. Mas tem alguns doidos, como eu, que insistem em fazer dar certo, sob algum pretexto sem sentido, que só as mentes insanas são capazes de entender.

Pessoas casadas são doidas, acreditem. Deveriam ser trancafiadas em casas de saúde mental, com camisas de força reforçadas, pois são ameaças para a sociedade.

Então, como eles conseguem fazer essa anomalia funcionar? Bem, a resposta não é simples, nem mesmo se parece com uma fórmula mágica ou receita de bolo. Acho que a palavra-chave capaz de descortinar um pouco uma solução para tema tão complicado é PACIÊNCIA.

Essa tal paciência, nem tão presente nos dias de hoje, é a chave para o sucesso dessa jornada insana chamada casamento. Saber lidar com as diferenças e buscar soluções, por vezes engenhosas, para os dilemas do casal, sempre com diálogo e principalmente, paciência, é a única maneira que conheço, até hoje, para fazer com que esse Titanic desgovernado não afunde logo na primeira colisão contra um iceberg.

E posso afirmar com toda a certeza, que a coisa que mais existe no caminho dos casais malucos são pedras enormes de gelo, boiando pelo oceano das incertezas de cada um.

terça-feira, 26 de abril de 2011

E os anos vão passando...

Atualmente, uma das coisas que mais ouvimos em todos os lugares, são pessoas reclamando de como o tempo tem passado rápido de uns anos para cá.
O tempo é imutável, todos sabemos disso. Uma hora, sempre é uma hora. O que muda é nossa percepção.
Para estes que reclamam da escasses de tempo pergunta: foi o tempo, imutável, que diminuiu? Ou será que essa ânsia por mais, sempre mais, que nos obriga a diminuir nossas noites de sono, nossa hora de almoço, nossos momentos em família, nossos momentos de ócio, dando a impressão de que a vida passa tão rápida que nossos olhos não conseguem acompanhar?
Acho que é só pensarmos na quantidade de e-mails que recebemos, lemos e respondemos por dia, e logo percebemos onde parte de nosso tempo foi parar.
Passamos horas nos informando. Recebemos uma enxurrada de informação, todos os dias. Vivemos em uma época onde receber notícias é instantâneo. E temos uma necessidade voraz em consumir todo luxo (e o dobro em lixo) que pudermos alcançar. Uma preciosa fatia dos dias passam enquanto participamos desse "buffet livre" da informação.
Será mesmo isso tudo necessário? Ou isso foi imposto apenas para que as pessoas tivessem menos tempo para pensar de maneira racional sobre os problemas?
Quem não pensa, não questiona. Muita informação, pouco tempo para digerí-la... idéia interessante, não?e
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