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terça-feira, 26 de abril de 2011

E os anos vão passando...

Atualmente, uma das coisas que mais ouvimos em todos os lugares, são pessoas reclamando de como o tempo tem passado rápido de uns anos para cá.
O tempo é imutável, todos sabemos disso. Uma hora, sempre é uma hora. O que muda é nossa percepção.
Para estes que reclamam da escasses de tempo pergunta: foi o tempo, imutável, que diminuiu? Ou será que essa ânsia por mais, sempre mais, que nos obriga a diminuir nossas noites de sono, nossa hora de almoço, nossos momentos em família, nossos momentos de ócio, dando a impressão de que a vida passa tão rápida que nossos olhos não conseguem acompanhar?
Acho que é só pensarmos na quantidade de e-mails que recebemos, lemos e respondemos por dia, e logo percebemos onde parte de nosso tempo foi parar.
Passamos horas nos informando. Recebemos uma enxurrada de informação, todos os dias. Vivemos em uma época onde receber notícias é instantâneo. E temos uma necessidade voraz em consumir todo luxo (e o dobro em lixo) que pudermos alcançar. Uma preciosa fatia dos dias passam enquanto participamos desse "buffet livre" da informação.
Será mesmo isso tudo necessário? Ou isso foi imposto apenas para que as pessoas tivessem menos tempo para pensar de maneira racional sobre os problemas?
Quem não pensa, não questiona. Muita informação, pouco tempo para digerí-la... idéia interessante, não?e
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terça-feira, 20 de abril de 2010

O Tempo


O que dizer do tempo? Ele passa, deixando toda a vida atrás dele. Cada novo dia, um dia a menos, uma esperança que morre e outra que ascende. O tempo nunca é igual ao mesmo tempo que passou. O tempo muda com o tempo. Uma criança que está sempre correndo e que, quando menos percebemos, já fugiu de novo por dentre os braços.
Ele não respeita leis ou ordens. Não para naquele exato instante do beijo apaixonado da garota da escola, nem passa mais depressa quando tudo que queremos é que voe para curar nossas feridas abertas.
O tempo simplesmente corre sempre na mesma direção. Levando com ele sonhos e tristezas. Aquilo que queremos lembrar ou esquecer. Não se importa com seus medos e temores. Carrega tudo rumo ao infinito, sem nem ao menos perguntar se ainda queríamos alguma coisa.
Mas ele não é mau. Ele é sábio como ninguém jamais conseguirá ser. Ele faz tudo "ao seu tempo", de acordo com seu grande ego, tentando nos evitar lágrimas desnecessárias e corações partidos. É apenas um passageiro querendo nos levar em sua louca e insana viagem, sem destino e sem rumo, apagando cada pegada que deixamos, para assim, nunca mais encontrarmos o caminho de casa.