quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Perguntas confusas

Enquanto todos dormem, minha mente inquieta continua a fazer perguntas cujas respostas, possivelmente, jamais terei qualquer pista. São perguntas profundas demais, talvez, para serem respondidas.

Parece raciocínio de louco. Bem, talvez até seja. Mas não posso me abster de questionar algumas coisas elementares, outras nem tanto, mas que de alguma maneira afetam nossa existência.

Viver, morrer. Coisas aparentemente antagônicas, em um determinado momento, dão as mãos, de maneira rápida e definitiva. É preciso morrer mesmo? Morrer, que é a única certeza que temos, me parece a coisa mais idiota do mundo.

Morrer desnuda toda a fragilidade humana, mostrando, a cada dia que passa, que tudo que fazemos, com a vã esperança de sermos reconhecidos, lembrados, não passa de uma busca infrutífera, pois, no final, nada mesmo restará, além da memória de uns poucos que também partirão em seguida. Mais do mesmo, sempre.

Então, pelo que vivemos? Porque, durante todos os dias de nossas vidas, saímos da cama pela manhã, cheios de esperanças e projetos, querendo mudar mundos, se nem ao menos sabemos o que estamos fazendo, ou para onde vamos.

Isso sim, algumas vezes me parece insano demais. Insano como montar este texto desconexo, pensando em vida e morte, cheio de duvidas e temores, enquanto todos dormem. Mas, enquanto eu não formular todas as respostas que preciso, perco meu sono e sanidade formulando perguntas.

Se não entendeu nada, vá dormir, pois este texto deve ter te deixado com sono...

Enviado pelo meu Windows Phone

Um comentário:

Gizela Fonseca disse...

Oi Saulo,

Pior é que me pego aqui pensando a mesma coisa, me fazendo as mesmas perguntas e sem conseguir dormir.

Ah... isso me faz lembrar pq é que sinto tanto a sua falta amigo!!!

É tão bom poder compartilhar essa ansiedade pelo fim e controlar a incerteza da morte durante a vida com as pessoas que tanto amamos e que fazem da nossa vida algo mais significativo.

Saudades de vc amigo.
beijos
Gi