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terça-feira, 22 de abril de 2014

Brilho eterno de uma mente sem lembranças...

"Quem vive de passado é museu!". Quem já não ouviu essa sentença pelo menos uma dúzia de vezes? As pessoas tem problemas em encarar o passado com um olhar menos crítico e mais romântico.

Porque o passado é tão ruim? Porque deve ser ignorado com toda essa ânsia, como se lá habitasse um monstro horrendo, que sempre tentamos exorcizar, mas que, invariavelmente, volta a morar debaixo de nossa cama, só para nos amedrontar?

Me recuso terminantemente a esquecer o passado por um simples fato: hoje, sou composto de tudo que fui e vivi no passado. Não teria nada, nem mesmo esse texto, se minha memória fosse simplesmente apagada, e o passado fosse banido para um limbo qualquer.

O que eu faria se esquece do primeiro beijo? Ou então, sonegasse da memória as inúmeras pessoas interessantes que conheci ao longo da vida? As coisas que aprendi - ou que não aprendi ainda -, que compõe toda essa carga tão complexa que é ser eu?

Quando falo em passado, não desejo que ninguém saia às ruas com calças boca de sino, sapato plataforma e um 'black power' maneiro, embora isso ainda seja moda para alguns. Não é correto habitar o seu próprio passado, relegando o presente e o futuro. Não se trata disso.

Apenas, deem a real importância para as coisas que ficaram para trás, mesmo que nosso impulso inicial seja renegá-las. Elas estão lá por algum motivo. Nem que seja "apenas" nos lembrar constantemente de quem somos e de onde viemos.

Isso não pode ser tão ruim como as pessoas insistem em dizer.

sábado, 21 de abril de 2012

Sem Passado...

A saudade talvez seja uma das coisas mais chatas de que se tem notícia. Sentir saudade, é materializar a ausência. É transformar um sentimento em dor no peito e na memória. Quem nunca sentiu saudade?

O mais interessante é que podemos sentir saudades de quase qualquer coisa. Não apenas de pessoas que se foram, mas de animais de estimação,lugares, cheiros. Sentir saudade é se agarrar ao último fio de memória, e puxá-lo com toda a força, para que ainda possamos sentir, mesmo que bem pouquinho, o que nos deixou saudosistas um pouco mais perto.

Quem me conhece sabe que meu grau de saudosismo é algo tão grande quanto o Rio Grande. Sou péssimo em esquecer qualquer coisa. Por vezes, não queria ter uma memória tão boa, pois ter ela me custa um preço, por vezes incomodo de pagar.

Sou apegado demais ao meu passado. Não consigo deixá-lo de lado, como algumas pessoas fazem. Eu tenho passado e gosto dele! Acredito que sou fruto de tudo que vivi. Como poderia, simplesmente, esquecer quem eu sou? Pois pra mim, esquecer o passado é, automaticamente, esquecer quem somos, de onde viemos. Nos faz perder os valores, a cultura, o caráter.

Pessoas sem passado, traçando um paralelo, são iguais a mortos-vivos, destes que vemos nos filmes de George Romero: são apenas cascas, ocupadas apenas em suprir as suas necessidades mais primitivas. Sobrevivem comendo o resto dos outros, o que, para mim, faz todo o sentido. Se essa pessoa abdicou de quem é, a única maneira de manter-se viva é alimentando-se do passado de outros, tal qual um parasita em seu hospedeiro.

Enfim, esse post não tem nenhuma mensagem subliminar, ou algo que o valha. É apenas um pensamento perdido que me ocorreu as 2 da manhã de um dia comum. Entendam como quiserem. Ou não entendam, problema é único e exclusivamente seu.

Até qualquer hora!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Porque existe o passado?
Todos que me conhecem sabem que sou um saudosista irreparável. O passado é responsável por construir o presente e o futuro. Mas sentir tanta saudade do passado é uma coisa normal? A simples lembrança de um outro tempo onde as coisas pareciam mais fáceis e tranquilas é uma coisa que domina muitas mentes, incluindo a minha.
Sinceramente? Não tenho medo algum em dizer que queria muito voltar dez ou quinze anos na minha vida.
As coisas eram mais simples... Colégio, namoradinhas, partidas e futebol, tardes e "Sessões da Tarde", a animação, a falta de compromisso, e de barba, e de barriga e de dinheiro.
Alguns "sabichões" terão ótimas teorias e histórias para me provar que esse saudosismo exacerbado não ajuda em nada e pode causar dificuldades para meu crescimento como pessoa e blablabla... Ah! Não me encham o saco! Cuidem de suas vidas!
Queria minha primeira dor de amor de volta! Queria marcar um golaço nas aulas de educação física! Meus amigos reunidos falando bobagens sem sentido, mesmo não estando sob efeito de álcool ou coisas piores! O que há de errado com querer ser feliz de novo???
Enfim, a cada aniversário, me sinto mais deprimido e mais perto da morte... Mas o que mais me detona em meu aniversário é saber que estou cada vez mais distante do tempo em que eu era feliz e não sabia. E tenho dito!

Que a chuva leve teu barraco lomba abaixo. Boa tarde!