Nunca conhecemos verdadeiramente uma pessoa, até que algum fato ocorra e venham a tona e exponha outras facetas deste indivíduo. É da natureza humana, não há como mudar.
Em alguns casos, as mudanças são lineares, nada abruptas e coerentes. Já algumas pessoas - e não são poucas -, são altamente influenciadas pelos mais diversos fatores, que causam mudanças radicais no comportamento, tornando-as, muitas vezes, uma pessoa completamente diferente da original.
Não vejo explicação lógica, tampouco viável, para esses tipos. Duas caras? Não diria algo tão forte, afinal, gosto de exercitar minha empatia. Talvez a resposta seja algo menos maquiavélico: medo.
Como assim medo??? Isso mesmo, amigos. Seres humanos são movidos, antes de tudo, por medo. É assim desde a pré-história. O medo fez a espécie evoluir, sobrevivendo a ataques de tigres dente-de-sabre e outros predadores da idade da pedra.
Porém, na falta de inimigos naturais capazes de nós dizimar, atualmente, criamos nossos próprios monstros, como um meio de exercitar nossos instintos mais primitivos.
E o principal medo que usualmente vejo, e que, aliás, considero o pior de todos, é o medo de viver.
Algumas pessoas se escondem atrás de máscaras, de ilusões, de coisas sem sentido, tão somente por medo de viver a vida e, de alguma forma, tentar buscar a felicidade plena.
É a melhor forma de não se machucar, fato. Mas também, é a forma de morrer da maneira mais desalentadora. É morrer em vida. É escolher morar em um hospício sem ser louco. É a tristeza compulsória, por conta do medo de ser feliz.
Tem uma música dos Racionais Mcs que diz: "você prefere viver pouco como rei, ou muito como um Zé?". Nem oito, nem oitenta. Creio que existem formas de conciliar essas variantes de forma equilibrada. Talvez, não viver "muito como um rei", mas, deixando um pouquinho de lado o medo, pode-se viver muito como um príncipe, ou então, como um lorde. O que não dá, é viver muito como covarde...
domingo, 12 de outubro de 2014
Medo?
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Impressões sobre a vida...
Sou apenas aquilo que posso ser. Nem melhor, nem pior, apenas eu mesmo.
Não suporto quem vê filosofia em tudo, e odeio mais quem não vê filosofia em nada.
A vida é o que há de mais simplesmente complexo que pode existir, portanto, não dificulte ela mais do que o necessário.
Se você se acha inconsequente, só vejo inconsequência em você pensar desta forma. Sempre existe alguém mais louco que a gente, e essa pessoa pode possuir uma arma!
Pense que, se estiver se sentindo perdido, não faça nada antes de comprar uma bússola. Caminhar sem rumo só fará com que fiquemos ainda mais sem noção de para onde estamos indo.
Não despeje suas expectativas sobre outra pessoa, afinal, nem você mesmo é capaz de atender suas próprias expectativas.
Cuidar do corpo é importante. Mas sem cuidar antes da mente, é só como ter um motor de Fusca colocado em uma Ferrari. Não serve para quase nada.
Não se valorize demais, tampouco se desmereça demais.
Você não é menor do que ninguém, nem seus problemas piores do que os das outras pessoas. O que muda é forma como você os encara.
Choramingar e reclamar apenas, sem buscar a solução, é tão inútil quanto usar guarda-chuva em um temporal.
Não espere que alguém sinta pena de você. A pena só é mais uma forma de diminuir-se diante da vida.
Ouça mais do que fala, porém, não cale quando o certo é falar. O mal causado por uma palavra dita a alguém nunca será tão grande quanto o mal causado a si mesmo por uma palavra não dita.
Nada é tão fácil de fazer, nem tão complexo de entender, basta manter a calma e ler o manual de instruções, se houver.
Não peça para ser entendido se nem você mesmo é capaz de entender-se.
Na vida, não há receita de bolo. Misturar tudo, seguindo as medidas recomendadas, não é garantia alguma de que as coisas darão certo.
Deixe-se emocionar, surpreender, amar, odiar. Todos os sentimentos, sentidos na medida certa, são bons para a alma.
Não sinta nada em excesso, pois o excesso nos cega para o que realmente precisamos enxergar, nos fazendo tomar decisões estúpidas.
Por fim, e não menos importante: viva! Apenas isso. Nada pode ser mais importante na sua vida do que vivê-la da maneira que você achar certa. Só você mesmo saberá como fazê-lo. Portanto, não perca tanto tempo procurando respostas que de nada servirão. Apenas viva e seja a melhor pessoa possível, pois no fim, é só isso que importa.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Ao fim de tudo
Eu, enquanto eterno sentimentalóide que sou, sempre fico introspectivo no período que permeia meu aniversário. É tão inútil - e inevitável -, que todos os anos, perto deste dia, eu acabe sendo absorvido por reflexões, devaneios, pensamentos confusos, sobre minha vida, ou sobre quem sou, ou quem gostaria de ter sido, ou então, sobre quem ainda posso ser.
Não é proposital. Não tenciono fazer com que aqueles que me cercam, ou que me leem, se sintam sensibilizados, ou tomem parte disto. É algo que mora no meu âmago, e que vem sem hora, pronto para não me deixar dormir à noite (como se eu já não tivesse insônia, de certo).
Talvez, por ser ateu, a proximidade da minha morte (sim, pois a cada ano que vivo, é um ano a menos, entendem?) é algo que me incomoda. Não crer em vida após a morte, ou melhor, crer que a vida acaba com a morte, é um pensamento atemorizante, até certo ponto.
Pensar que todas essas experiências, alegrias, tristezas e dores, ou então nossos amigos, amores, conhecimentos acumulados, e tudo que convencionamos chamar de vida, se encerrará ao fim de tudo, no último sopro de vida que percorrerá nosso corpo no derradeiro momento. É, ou não é, de enlouquecer até o mais são dos homens?
Eu sei que a escolha de acreditar ou não é única e exclusivamente minha, não me queixo disso. Prefiro ser assim, a tentar viver algo que, na minha peculiar visão, não faz sentido algum. Triste, porém verdadeiro.
Nessas horas, não me canso de pensar naquela música de Duca Leindecker, que fala mais ou menos assim: "Se alguém encontrou um sentido pra vida chorou / Por aumentar a perda que se tem ao fim de tudo / transformando o silêncio, que até então é mudo". Fato, se encontrares o sentido da vida, certamente, ao menos uma lágrima, haverá de correr pelo seu rosto. A vida, definitivamente, não foi feita para que possa ser entendida.
sábado, 13 de julho de 2013
Teorias da morte
Nós, seres humanos, únicos animais racionais da natureza, ainda não temos ideia do verdadeiro sentido que a vida tem.
Alguns buscam respostas nas religiões e em toda aquela doutrina que discorre sobre outro plano existencial, vida após a morte e um sem-número de teorias, sendo que, boa parte delas, se apoia no pressuposto de que a morte não é o fim, é apenas uma parte da história.
A ciência, apesar dos inúmeros avanços feitos, principalmente nos últimos anos, ainda não possui uma teoria definitiva sobre tão complexo tema. As teorias evolutivas eclodem aos montes.
Mas não quero ir tão longe. Tenho minha própria teoria, que não é novidade aos que leem este blog há algum tempo. Mas não são as minhas teorias que quero abordar.
Meus pensamentos me levaram, hoje, ao trágico pensamento de como a nossa vida é frágil.
Você já parou para pensar quantas possibilidades de morrer fazem parte de nosso cotidiano? Se você, racionalmente, fizer uma análise sobre esse assunto, fatalmente sofrerá um ataque de pânico, já que as variáveis são infinitas.
Primeiro ato: acordamos de manhã, o que, por si só, já é considerada a primeira escapada da morte no dia, se pensarmos na possibilidade de que você poderia nem ao menos ter acordado. Muitas pessoas morrem a noite enquanto dormem. Não tenho dados estatísticos a esse respeito, mas tenho a nítida impressão de que a maioria das mortes de causas ditas naturais, ocorrem após a chegada da noite.
No decorrer do dia, você atravessará a rua algumas vezes, entrará em elevadores cuja conservação pode ter sido negligenciada, passará por bueiros cheios de gás provenientes dos dejetos e que, por conta disso, poderiam simplesmente explodir.
Todos os dias precisamos nos alimentar e, eventualmente, nossa comida pode conter parasitas que causam doenças severas, ou contém itens que poderiam alojar-se na garganta, causando asfixia. Dirigimos nosso carro pelas vias, algumas vezes negligenciando a luz amarela de algumas sinaleiras, ou esquecendo-nos de olhar para os lados em um cruzamento.
Meus exemplos não chegam nem perto de esgotar as milhões de maneiras de morrer que podemos experimentar em nosso dia-a-dia. E depois disso, você ainda consegue se sentir em segurança?
Amanhã, ao sair de casa, pense seriamente na possibilidade de que, talvez, você possa não voltar. Portanto, não se apegue ao que não tem importância. Preocupe-se somente com problemas que você pode solucionar. Coisas sem solução, não deveriam ser motivo de preocupação.
Passamos quase a totalidade de nossa existência não vivendo de verdade. Vivemos uma vida de aparências, onde o que se tem vale mais do que quem se é. Brigando, irritados com o mundo. Mas convenhamos, é muito desperdício de tempo precioso de vida com questões tão pequenas, que não deveriam durar mais tempo que um piscar de olhos.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Reflexões pós-faculdade
Existem um milhão de escolhas possíveis. Descortinam-se diversos caminhos para trilhar. Uns mais fáceis, outros nem tanto. São tantas opções que chegam a tornar a escolha injusta.
Apesar de extremamente complicado, podemos raciocinar de duas formas distintas. Na primeira, podemos achar terrível ter que tomar decisões difíceis, que podem mudar os rumos de nossa vida. Podemos ser queixosos, lamentando a cada instante, por chegar nessa encruzilhada da vida.
Já, em uma segunda linha de raciocínio, podemos pensar nestas questões como pequenos recomeços. Uma nova chance para mudar o que achamos estar errado. O retorno do controle do rumo de nossas vidas para o mandatário.
Confesso que pensar da segunda maneira, em partes, me deixa com uma ponta de alegria. Posso fazer o que eu quiser a partir de agora. Foram 5 anos de doutrinas em administração. Fico com o conhecimento e experiências adquiridos, para usá-los, a partir de agora, para trilhar um caminho todo novo, ou continuar a trilhar o mesmo caminho.
O importante mesmo é, na verdade, que o controle é todo meu. Não importa como, quando ou onde. Não importa se eu não fizer absolutamente mais nada da vida, ou se vou persistir em passar em um concurso público, ou iniciar um mestrado. Sou eu quem tomarei essas decisões.
Portanto, fica a dica para os lamentadores: é deles a escolha de se lamentar, e nada posso fazer a respeito disso. Mas com tantas opções possíveis, ficar lamentando-se, certamente, não é a escolha mais sábia para o momento.
sábado, 20 de março de 2010
Ces't la vie

O mundo é um lugar triste. Essa é minha definição: Lugar triste!
Um dia, tu acorda pela manhã, toma teu café, vai para o trabalho, passa o dia todo sobre pilhas de papéis, após isso, ruma direto para a faculdade, onde um monte de lixo inútil é ensinado em verso em prosa para todos aqueles que acreditam naquela baboseira. Chega em casa tarde, toma banho, janta e na bem na hora de dormir descobre: Mais um dia que não valeu absolutamente nada!
Parece um quadro desolador, completamente pessimista dos fatos. Mas meus caros, é assim mesmo. A vida não é um mar de rosas. Se trata apenas de um amontoado de coisas inúteis, com pequenos lapsos de alegria, que passa muito devagar quando somos crianças, não percebemos diferença enquanto adultos, e nos queixamos repetidamente na velhice que foi curta demais.
Talvez os idosos tenham a resposta. Ou talvez não! Talvez apenas não haja nenhuma resposta.
Respostas, respostas... Sempre procurando respostas! Essa é outra faceta do homem. Respostas! A vida se resume a procurar respostas e esperar a morte. perguntar e esperar... Resumo da vida. Triste, não?
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Vida Tranquila
Várias vezes me deparo com esta pergunta esdrúxula, e não posso parar de pensar: Por que temos de fazer algo no final de semana? Porque não podemos simplesmente não fazer nada?
Concordo que temos de nos divertir nesta vida fétida, mas não precisamos sair para fazer isso, eu pelo menos me divirto muito mais em um churrasco regado a cerveja e com a compania de amigos, do que em uma boate dançando e sendo esmagado por um bando de estranhos.
Aliás, danceteria, boate, ou qualquer coisa deste tipo, são lugares que eu particularmente não sinto a menor falta. Quer me ver feliz, me convida para ir a algum pub, mas pub sério, com rock (não música emo) tocando, ceva liberada, onde as pessoas possam conversar em paz e não tenha de ficar me cuidando para não arrumar briga com um motoboy idiota. Um lugar que expressa este conceito é o Abbey Roud (que aliás acaba de ser vendido para sei lá quem), este singelo lugar expressa o que acabei de dizer, bom ambiente, boa música e cerveja bem gelada. Claro que para isso há um custo, não se gasta menos que R$ 60,00, R$ 70,00 em um lugar destes, e por não ter esta grana toda hora prefiro fazer um churrasco bem pegado...
Tá, vão me chamar de velho eu sei, mas tudo bem já estou acostumado, como diz a nega-véia “Enzo, tu já nasceu velho”. Buenas, se alguém concorda ótimo, se discordam não to nem ai, ninguém paga as minhas contas mesmo.



